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               A FEBRE DE BELINHA - FINAL


     A meia hora que Dr. Carlos demorou para chegar à casa de Belinha parecera uma eternidade. Quando o interfone tocou, Dona Joana estava prestes a telefonar ao médico novamente. Alberto, o pai de Belinha foi atender à porta e convidou o médico a se dirigir à sala, onde se encontrava a menina ardendo em febre. Após um interrogatório inicial, procedeu-se ao exame da criança: bom estado geral, sem manchas na pele, respiração e exame dos pulmões normais. O passo seguinte era o exame da garganta e dos ouvidos. Belinha foi convidada a abrir a boca, mas não quis saber de colaborar. Bom, já que o exame da garganta teria que ser feito sob contenção, Dr. Carlos optou,então, em examinar os ouvidos em primeiro lugar. A menina não opôs muita resistência. Não havia nenhuma alteração nos ouvidos. Belinha, já pressentindo a hora em que lhe seria colocado na boca aquele palitinho desagradável, começou a se desesperar. O médico tentou acalmá-la, mas não adiantou. Restou, então pedir ao pai da menina que a contivesse - já se sabia que a mãe não era a pessoa mais adequada para praticar tal ato. Não havia nada alterado na boca e garganta. Mas, então, qual seria a causa da febre da menina? Dr. Carlos disse aos pais que o mais provável era uma virose e que se ela continuasse com febre durante o dia , ela deveria ser levada ao seu consultório à tardinha para novo exame. O médico foi embora e a febre da Belinha cedeu, mas a mãe passou o resto da noite , de tempos em tempos, controlando a temperatura da menina. Não houve mais febre e a garota acordou bem, disposta e não apresentou mais febre durante o dia. Mesmo assim, à tardinha Belinha foi visitar o médico. O exame novamente foi normal e Dona Joana ficou tranquila. Tudo estava indo tão bem... até que, por volta das onze horas da noite, aparece a mocinha no quarto dos pais e ardendo novamente em febre... FIM