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                CONVULSÕES FEBRIS

Embora muitos pais se preocupem com este problema, somente duas ou três em cada 100 crianças sofrem de convulsões quando têm febre. Metade delas têm precedentes familiares com este tipo de problema, ou seja, algum outro membro da família já sofreu de convulsões.

SINTOMAS: a convulsão consiste em perda da consciência com um enrijecimento muscular, com ou sem tremores. Geralmente os olhos da criança reviram nas órbitas e a respiração se torna ruidosa. Quase sempre o problema é causado por uma súbita elevação na temperatura,e não por uma febre que já tenha se mantido alta durante algum tempo. Muitas crianças sofrem um tremor de arrepio - mais prolongado e mais intenso do que quando se sente frio - enquanto a temperatura está subindo, porém não se trata da mesma coisa, nem tem as mesmas características da convulsão.

O QUE FAZER? As convulsões causam susto aos pais, principalmente porque a criança perde a consciência, mas raramente são perigosas quanto parecem. Na maioria das vezes duram alguns minutos e a criança se refaz espontaneamente, geralmente sentindo necessidade de dormir em seguida. Caso o ataque não cesse logo, você deve agir imediatamente - mas não em pânico - e levar a criança ao médico. Se possível, vire-lhe a cabeça para o lado a fim de que a saliva e o muco escorram para fora da boca, ao invés de descerem pela traquéia. Não se preocupe com a língua - Nenhuma criança engole a língua durante uma convulsão. Não é necessário nem seguro colocar a mão ou qualquer outra coisa na boca da criança na tentativa de puxar-lhe a língua para fora. Ao tentarem este recurso, muitos pais já foram mordidos gravemente, e muitas crianças sofreram cortes no interior da boca e quebraram os dentes.

Das crianças que sofrem de convulsões, em decorrência de febre nos primeiros anos de vida, só uma em cada três tende a ter um segundo acesso nas mesmas condições. Ninguém pode lhe dizer com certeza se seu filho pertence a esse grupo. Mas convém que você saiba que todas as crianças que têm esse problema deixam de tê-lo à medida que crescem. A maioria cessa seus ataques febris por volta dos 4 ou 5 anos de idade. Às vezes, se a criança tem mais de um acesso o médico pode receitar algum medicamento para reduzir as possibilidades de novas convulsões resultantes de febre. A convulsão febril não tem qualquer efeito no crescimento, desenvolvimento e inteligência da criança.