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USANDO O CASTIGO PARA PROBLEMAS DO COMPORTAMENTO

         Sugerimos duas alternativas: - o uso da cadeira de castigo;
- a proibição de fazer algo ou o corte de regalias.

-USO DA CADEIRA DO CASTIGO:

O castigo consiste em colocar seu filho em uma cadeira por um curto período de tempo após a ocorrência de uma conduta inaceitável. Esse processo tem sido eficiente para reduzir os problemas de conduta, tais como as raivas, os gritos, as mordidas, a falta de seguir as ordens, deixar a área sem permissão, e outros. Os pais têm considerado que o castigo funciona melhor que as palmadas, os resmungos ou as ameaças ao seu filho. É mais apropriado para crianças de 18 meses a 10 anos.

PREPARATIVOS:

- Você deve selecionar um lugar para o castigo. Este poderá ser uma cadeira no meio da sala, na cozinha ou no canto de um quarto. Deve ser um lugar sombrio (não o quarto de seu filho), onde a criança não possa ver televisão ou brincar com seus brinquedos. Não deve ser um lugar assustador, ou perigoso. A finalidade é a de remover seu filho para um local onde não esteja acontecendo nada, e não para fazê-lo ficar amedrontado.

- Você deve discutir com sua esposa quais são condutas que devem resultar em castigo. A coerência é muito importante.

COLOCANDO EM AÇÃO:

FASE 1: Após uma conduta inadequada, diga para a criança: Você fez tal coisa, que você já sabe que não pode fazer, por isso vá para o castigo. Diga isso calmamente e apenas uma vez. É importante não perder a calma e começar a gritar. Se seu filho tem problemas de ir rapidamente para a cadeira, oriente-o com o menor esforço necessário. Este pode variar desde conduzir a criança até parte do caminho pela mão, ou carregá-la até a cadeira. Se você deve carregar seu filho até a cadeira, esteja seguro de levá-lo de costas para você, de maneira que ele não confunda uma ida para a cadeira com um simples abraço.

FASE 2: Quando seu filho estiver na cadeira e quieto, marque o tempo para um número especificado de minutos. A regra simples é um minuto para cada ano de idade, até cinco minutos. Se seu filho berra, faz ruídos, comece a marcar novamente o tempo. Faça assim toda vez que a criança fizer qualquer barulho. Se seu filho sair da cadeira antes do tempo, dê-lhe uma palmada firme nas nádegas, recoloque-o na cadeira, e marque novamente o tempo. Faça isso toda vez que a criança sair da cadeira. Se esses procedimentos forem seguidos à risca durante três dias, raramente será necessária a palmada após o castigo.

FASE 3:Depois que seu filho ficou quieto e sentado durante o tempo necessário, vá até a cadeira do castigo e pergunte a seu filho se ele gostaria de sair. Não fale através do quarto. É necessário um aceno da cabeça ou uma resposta neutra. A resposta em um tom de voz raivoso ou a recusa de responder não é aceitável. Se seu filho está ainda enraivecido, deverá provavelmente provocar alteração de novo em um um curto período de tempo. Se ele responder em um tom de voz raivoso, ou recusa responder, marque novamente o tempo e seu filho deverá responder apropriadamente. Você é o único que poderá decidir quando seu filho sai do castigo, e não ele mesmo.

FASE 4: Logo que seu filho seja retirado da cadeira de castigo, você deve perguntar se ele deseja repetir a conduta que o levou a ir para esse local. Se ele disser que sim e repetir a conduta inaceitável, coloque-o calmamente no castigo. Embora isso possa parecer que você está desafiando seu filho a comportar-se mal, é melhor quando ele repete a conduta na sua presença. Desse modo seu filho poderá várias oportunidades de aprender que as condutas inaceitáveis resultam em castigo.

FASE 5: Depois que seu filho termina um período de castigo, começar do zero. Não é necessário discutir, lembrar , ou resmungar acerca do que a criança fez de errado. Dentro de cinco minutos após o castigo, olhe para ele e elogie a boa conduta. Poderia ser mais prudente levar seu filho para uma parte diferente da casa e iniciar uma nova atividade. Lembre-se, deixe-o em paz.


- PROIBIÇÃO DE FAZER ALGO/CORTE DE REGALIAS.

     Não existe qualquer castigo que os pais possam empregar em todas as ocasiões. Pelo contrário, o castigo deve ser específico, deve sempre ajudar a criança a se lembrar exatamente de qual ação está sendo punida. Este, naturalmente, é outro motivo pelo qual a agressão física não é um bom castigo - é sempre o mesmo para qualquer má ação.  Veja alguns tipos de castigos, dependentes do tipo de transgressão que a criança cometeu:

- SITUAÇÃO 1: Seu filho foi advertido de que não devia andar de bicicleta na rua, mas o fez.
CASTIGO: A criança é proibida de usar a bicicleta durante um dia ou mais.

- SITUAÇÃO 2: Você pediu a seu filho que arrumasse os brinquedos que estavam espalhados por toda parte, mas ele não o fez.
CASTIGO: A criança é proibida de brincar com os brinquedos ou de sair para brincar lá fora até que a tarefa tenha sido executada.

- SITUAÇÃO 3: Você pede a seu filho que não faça barulho ou pare de gritar, mas ele se mostra ainda mais barulhento e desordeiro.
CASTIGO: A criança é mandada para seu quarto, com ordens de só sair quando estiver disposta a ficar quieta.
Trata-se apenas de exemplos, e talvez nem sejam os que você usaria em tais situações. Ainda assim, servem para dar uma idéia do tipo de castigos que os pais podem usar, para ajudarem os filhos a aprender o que seja a boa conduta. Muitas vezes, com crianças mais idosas, a punição para determinada travessura pode ser discutida com elas antes ou depois do fato: seria como discutir a sentença com o criminoso. Com crianças, porém, o método tem a vantagem de deixar-lhes bem claro qual é o aspecto de seu comportamento que os pais não aprovam.